EFEMÉRIDE
Misericórdia de Vagos procura inserção na comunidade
Pelo presidente cessante da Assembleia Geral, Basílio de Oliveira, foi dada posse ao novo elenco diretivo da Santa Casa da Misericórdia, em cerimónia que decorreu nas instalações daquele organismo. Na oportunidade, e dirigindo-se aos empossados, um dos grandes impulsionadores da Misericórdia, reconheceu que é pena não ter ainda o povo de Vagos compreendido a obra que tem sido levada a cabo e o trabalho e carolice demonstrados por quem tem dado provas de idoneidade. Em resposta, o novo presidente da Mesa da Assembleia Geral, José Ferreira de Vasconcelos, elogiou o trabalho desenvolvido pelo seu antecessor e disse ter orgulho na obra já criada, a qual, segundo referiu, é exemplo da “organização cuidada e disciplinada que rege esta Casa”. Na sequência dos discursos de circunstância, usou ainda da palavra o ex-provedor João Carlos Regalado, para agradecer o contributo prestado pela equipa que o rodeou no anterior mandato, reconhecendo, contudo, que tal se deve à carolice própria de qualquer vaguense, mas “uma carolice que fica cara”.
Encerrou o primeiro ato solene do novo corpo diretivo o provedor António Paulo Gravato, que transita do anterior mandato, onde ocupava o lugar de tesoureiro. Para Paulo Gravato a missão que tem pela frente não é tarefa fácil, na medida em que como salientou a Misericórdia é hoje “uma empresa que precisa de ser bem gerida pois tem uma despesa mensal de cerca de mil contos”. Para aquele dirigente um dos objetivos prioritários da sua equipa é conseguir, no próximo mandato, a inserção da Misericórdia na comunidade vaguense. Existimos de facto há muitos anos, mas temos sido ignorados, o que de certo modo vem contrariar a nossa missão social neste concelho” – referiu, para acrescentar que a inserção gradual na comunidade vai começar a ser feita, logo no princípio do ano, em colaboração com a Igreja, em estreita colaboração com o responsável pela Paróquia de Vagos e ainda algumas entidades ligadas às forças públicas vaguenses.
Recorde-se que a Misericórdia de Vagos, cujo renascimento ocorreu depois do 25 de Abril, tem vindo a desenvolver intensa atividade sendo já bastante meritória a sua obra social, de que se destacam pela grandiosidade um modelar infantário, que se encontra praticamente sem vagas, um lar para terceira idade e ainda um pequeno núcleo para Ocupação de Tempos Livres (OTL). A falta de apoio do executivo camarário, resultante de uma política sem diálogo, tem sido muito negativa para o desenvolvimento mais acelerado daquele organismo que, no entanto, continua a ter uma situação financeira bastante desafogada.
Da nova Mesa Administrativa, para além de António Paulo Gravato (provedor), fazem parte Jorge Oliveira (secretário), António Ribeiro Cruz (tesoureiro), Walter Freire Ribeiro, João Carlos Regalado, João Mário Martins e Maria Ângela Martins (vogais). José Augusto Ferreira de Vasconcelos é o novo presidente da mesa da Assembleia, enquanto José Luís Santos Parracho é o presidente do Conselho Fiscal.
Eduardo Jaques
