EFEMÉRIDE
1975 – Anunciada a construção da ponte do Areão. Uma ponte que ficará na história da Gafanha, como a Ponte do Povo. Continuava o peditório dos Bombeiros de Vagos para aquisição de una central transmissora. Algumas ofertas registadas em abril: João Mário Martins (100$), Agostinho Furtado (200$), Carlos Fresco (200$), Armando Regalado (100$), Custódio Beldroega (160$), César Rocha Mouro (70$) e Basílio Oliveira (50$). 1979 – Entrevista a um semanário aveirense o presidente do Centro de Educação e Recreio, Pedro Mateus, dizia que o 25 de abril não trouxe mudanças radicais para a coletividade. “Sempre me lembro de se ler aqui o República antes e depois do golpe de estado”, referiu. 1981 – A Câmara dizia “não” à regionalização turística. Alda Vítor explicava porquê: “Vagos não tem um hotel, uma estalagem e um parque de campismo; ora para que havemos de pagar para um organismo que não nos pode servir em coisa alguma; enquanto estiver aqui e quando sair e vier outro presidente disposto a aderir a qualquer projeto de regionalização, estará sempre a tempo.”
1983 – Eduardo Regalado, comandante dos Bombeiros de Vagos desde 1976, faleceu aos 52 anos. Estiveram presentes nas cerimónias fúnebres representações de dezenas de corporações do distrito. Ângelo Correia, Ministro do Administração Interna (que interrompeu a campanha eleitoral), D. António dos Santos, bispo da Guarda e os presidentes das Câmaras de Vagos e Oliveira do Bairro. Foi solenemente sagrada e inaugurada a nova igreja de Santo André, na presença do Bispo de Aveiro D. Manuel Almeida Trindade. 1984 – Anuncia-se a vinda a Vagos do General Ramalho Eanes para inaugurar o Parque de Campismo da Vagueira. Para fazer face aos custos do empreendimento à Câmara contraiu empréstimos ao Fundo de Turismo no valor de 42 mil contos dos quais 12 mil à taxa de 14% e os restantes 30 mil a 10%. 1986 – Crise nos Bombeiros de Vagos provoca 30 demissões no corpo ativo. Insustentável e explosiva a situação chegou ao conhecimento do Governo Civil, Sebastião Dias Marques, que daria posse mais tarde à nova direção, presidida por César Augusto Mesquita. Prosseguem as obras de restauro da residência paroquial, iniciadas em dezembro no ano transato. Instada a colaborar financeiramente a Câmara recusou a atribuição para “não criar antecedentes”. A visita pascal rendeu para cima de 300 contos”.
1988 – Anuncia-se a instalação de um campo de treinos da Base Operacional de Tropas Para-Quedistas (BOTP2), de São Jacinto, na Gafanha do Areão. O terreno, com uma extensão aproximada de 259 hectares, vai render ao município 750 contos/ano. 1989 – Foi apresentado publicamente o estudo prévio dos novos Paços do Concelho de Vagos. Projetado por gabinete de Lisboa, ficará implantada paredes meias com o Centro de Saúde na denominada “Quinta do Ega”, ocupando uma área cerca de 9.500m2. O seu custo está avaliado em cerca de 225 mil contos. 1991 – Reunido com o Alarcão Troni, Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Educação, o presidente da Câmara obteve garantias de que é possível construir, já em 1992, uma nova escola secundária. A intenção de João Rocha era criar um complexo desportivo e escolar, na mesma área onde está implantada C+S. 1992 – Elaborado pela equipa do GAT, o Plano Diretor Municipal foi finalmente aprovado na Assembleia Municipal, no decorrer de uma memorável sessão marcada pela intervenção dos líderes de todas as bancadas PSD, CDS e PS. O presidente da autarquia vaguense levantou o problema e vai pedir “cobertura jurídica” ao Ministro do Ambiente: quer começar a receber contrapartidas financeiras da Câmara de Aveiro, que há perto de 40 anos consome água do Vale das Maias. Vítor Silva, do Conselho de Administração dos SMA, dizia que “João Rocha estava a brincar”.
Eduardo Jaques
