Rui Cruz diz estar indisponível para assumir a jurisdição da via enquanto não houver obras ou financiamento garantido
A Câmara de Vagos não está disponível para que a Estrada Nacional (EN) 109 fique sob sua jurisdição, enquanto a mesma não receber obras de melhoramento ou tiver financiamento para requalificação assegurado. A garantia foi deixada por Rui Cruz, presidente da autarquia, na última Assembleia Municipal. Segundo o autarca, aquela via necessita de um investimento que ascende aos oito milhões de euros.
“EN 109, para quando?”, questionou Maria do Céu Marques, do CDS, dirigindo-se a Rui Cruz para saber quando é que a Câmara poderá vir a tomar posse da estrada que atravessa todo o concelho. E o edil deixou claro, de imediato, que a autarquia “não está disponível para a receber, no estado em que está”.
“Carece de um investimento bem superior a oito milhões de euros. Existe um projeto desde 2012, que era muito maior do que a mera requalificação das faixas de rodagem e que orçava a mais de 12 milhões de euros. Já não falo neste projeto. Falo apenas em recebê-la em condições”, explicou Rui Cruz. O presidente da autarquia sublinhou, ainda, que não quer que aconteça “o mesmo que aconteceu com o Centro de Saúde de Vagos, a Extensão de Saúde de Soza, a Escola Secundária de Vagos ou a EB 2,3, que foram recebidas em condições perfeitamente indignas e que exigem investimentos de milhões, que a Câmara Municipal não tem”.
Rui Cruz recordou que “houve presidentes de Câmara que foram mais exigentes” e que apenas receberam determinados equipamentos, das mãos do Estado, quando os mesmos se encontravam “recuperados ou com financiamento assegurado a cem por cento”. “É por isso que vamos lutar”, assegurou, referindo-se à EN 109.
S.F.
