NO CONCELHO

Museu do Brincar possui mais de 17 mil peças

Câmara só agora vai avaliar o valor dos artigos que adquiriu há mais de dois anos

A Câmara de Vagos já terminou o inventário das peças do Museu do Brincar, concluindo que o acervo do mesmo é composto por 17 408 artigos. Por vontade do atual executivo, liderado por Rui Cruz, foi feita a contagem do material que a Câmara adquiriu ao Grupo Cénico Arlequim, há mais de dois anos, aquando da municipalização do museu. O próximo passo será a avaliação das peças, que custaram ao município 265 mil euros. A garantia foi dada pelo edil, na última Assembleia Municipal.
De recordar que, quando o museu foi municipalizado, a Câmara de Vagos adquiriu 12 500 peças do espólio, que pertenciam ao Grupo Cénico Arlequim. Na altura, contudo, os artigos não foram avaliados nem contabilizados na totalidade. Ficou definido, apenas, que tudo o que excedesse as 12 500 peças seria oferecido pela associação ao município.
Durante a Assembleia Municipal, Alexandre Marques, membro da bancada do CDS-PP, apresentou um requerimento à mesa, solicitando o envio aos deputados do inventário, discriminado e valorizado, do museu. O documento acabaria por ser retirado de votação, depois de Rui Cruz ter anunciado que a contagem já estava terminada, com 17 408 peças, mas que a avaliação ainda não se encontra concluída. “Não há uma avaliação, porque vai decorrer a partir de agora. Quer da coleção, quer de cada um dos seus brinquedos”, explicou o edil.
Na mesma sessão, Rui Cruz acabou por dar mais pormenores sobre o futuro do Museu do Brincar, adiantando que a estratégia da autarquia para o mesmo mudará consoante o local onde o mesmo for instalado. “Mudará com o regresso ao Palacete e mudará, sendo então definitiva, quando tiver o seu espaço próprio, que é onde está hoje, uma vez que o edifício será objeto de requalificação e de reconversão definitiva”, revelou.
O autarca detalhou que no Palacete Visconde Valdemouro, futuro Palácio da Cultura, ficará destinado a acolher exposições temporárias, quer do Museu do Brincar, quer da Fundação Serralves. “Por isso é que suspendemos o protocolo com a fundação, porque teríamos de disponibilizar espaços para exposições temporárias. Ora, não temos espaços para esse efeito, a não ser no futuro palacete”, acrescentou Rui Cruz, garantindo que o protocolo com Serralves será reativado após as obras no palacete estarem concluídas.
S.F.

Sugestões de notícias