“Todos temos uma responsabilidade para com todos. E cada ação que nasce do amor tem um valor social “
Papa Francisco
Tomando como ponto de partida para a minha reflexão as palavras de tão reconhecido e querido pensador dos nossos tempos, considero de enorme relevância a necessidade de se procurarem formas de solidariedade mais humanas que respondam eficazmente aos novos desafios sociais.
O século em que vivemos tem-se revelado complexo e transformador.
Viver mais é um triunfo da medicina e das condições de vida que nos são proporcionadas.
Contudo, a nossa estrutura social, económica e urbana continua desenhada para uma sociedade que descura os mais velhos, debilitados e incapacitados.
Está na altura de nos darmos as mãos, Misericórdia e outras Instituições locais e adotarmos medidas conjuntas que sejam um verdadeiro investimento essencial que garanta a sustentabilidade e a coesão do nosso próprio futuro.
Na minha modesta opinião é urgente um debate sério entre os agentes atrás referidos, tendo em conta os parâmetros que passarei a descrever:
No URBANISMO – torná-lo mais acessível e inclusivo;
Na SAÚDE – expandir equipas de cuidados continuados domiciliários. Criar programas de rastreio cognitivo e físico;
Na EDUCAÇÃO – apoiar e criar academias para a literacia tecnológica para seniores;
No SOCIAL – implementar sistemas comunitários de monotorização e apoio solidário;
Na HABITAÇÃO – implementar habitação colaborativa.
(Tipologia de habitação adaptada a pessoas mais idosas, não dependentes, onde podem conviver e executar as suas tarefas diárias, com o apoio das Instituições, neste caso, a Misericórdia).
Considero ser esta uma forma de atingir objetivos, ajudando as comunidades a resolverem situações problemáticas que surgem todos os dias.

Paulo Gravato
Provedor

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