EDITORIAL

Cem vezes obrigado

Editorial

O Eco de Vagos chegou à 100ª edição. E, como os números redondos merecem uma atenção especial – já que são vistos como marcos atingidos –, este mês apresentamo-nos aos leitores com uma imagem renovada. O caminho é feito de pequenas mudanças e, num jornal, isso não é exceção. Não foi assim que o Eco de Vagos começou nem será assim, esperamos nós, que terminará. É apenas uma evolução natural, que antecede outras que, mais cedo ou mais tarde, virão.
O Eco de Vagos começou, em 1921, nas mãos do seu fundador, Fernando Silva, e os seus artigos tinham outros autores. Chegou, em 2017, à alçada da Santa Casa da Misericórdia de Vagos, que assumiu a responsabilidade de manter o legado de uma das poucas publicações existentes no concelho. As cem edições que hoje celebramos são as edições desta “nova” vida do Eco. A sua vida mais recente. Hoje, as mãos que trabalham a informação e a transformam nos textos que chegam aos leitores são outras. Mas a missão do jornal mantém-se intacta: informar sobre o que acontece, mensalmente, no concelho de Vagos, com rigor e isenção.
Nem sempre é fácil, como qualquer caminho. A comunicação social regional vive tempos exigentes e complexos. A nível nacional, o cenário também não é animador, principalmente no que à imprensa escrita e à rádio (informativa) diz respeito. Mas, como em quase tudo, a crise sente-se de forma agravada nas estruturas de dimensão mais reduzida. Em termos locais e regionais, imprensa escrita, rádio e plataformas digitais lutam, diariamente, para manter os seus órgãos de comunicação social de pé. E se não fosse a resiliência de quem é detentor desses mesmos órgãos, uma grande parte já teria terminado. Não é o nosso caso: mantemo-nos cá – como, aliás, frisei no editorial de há poucos meses, sem me aperceber que o simbólico número cem estaria perto.
O Eco de Vagos chegou à 100ª edição e a data não é para lamúrias – pelo contrário. Estamos de imagem renovada, mas os conteúdos continuam os de sempre: as notícias do que aconteceu (ou vai acontecer) no concelho, a efeméride, o nosso “Consultório”, os artigos de opinião, as “Notas Soltas” da Banda Vaguense, o “Cantinho de João Ferreira” e os apontamentos sobre desporto. Não faltam, também, as novidades que nos são apresentadas pelas IPSS do concelho, que têm aqui um veículo de informação para mostrar à comunidade tudo o que desenvolvem nas suas casas. E depois, claro, o suplemento Eco da Santa Casa, onde continuaremos a dar destaque a todas as valências desta instituição chamada Santa Casa da Misericórdia de Vagos.
Ao leitor continuará a caber o papel de nos folhear e de nos ler. E, sempre que quiser, de nos contactar, para divulgar histórias ou projetos. Encarem o Eco de Vagos como um vizinho com quem podem contar para qualquer circunstância. Aos nossos “leitores-vizinhos”, dizer sem vezes obrigado é pouco para agradecer o facto de serem o motivo da nossa continuidade. Até setembro!
Salomé Filipe
Diretora do Jornal

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