ECO DA SANTA CASA

CONGRESSO INTERNACIONAL DAS MISERICORDIAS

A Santa Casa da Misericórdia de Vagos esteve representada pelo seu Provedor, neste Congresso que decorreu entre 23 e 25 de agosto, em Brasília, capital do Brasil.
Devo destacar em primeiro lugar a reeleição, por unanimidade e aclamação, do Presidente da Confederação Internacional das Misericórdias. Este cargo foi assim, reconhecidamente entregue ao Dr. Manuel de Lemos, Presidente da União das Misericórdias Portuguesas que, ao longo de 8 anos desenvolveu um trabalho meritório por todo o mundo. A coadjuvar esta presidência estarão representantes portugueses na sua maioria, mas também elementos do Brasil, Luxemburgo, França, São Tomé e Príncipe, Macau e Itália.
A Delegação Portuguesa de que fiz parte, contou com a cortesia do deputado federal Dr. António Brito que amavelmente nos acompanhou em todos os encontros e eventos em que participamos. Foram celebrados protocolos de colaboração com as Misericórdias e outras instituições brasileiras, tendo em vista o intercâmbio de recursos humanos, particularmente nas áreas da saúde e apoio social. O encontro da nossa Delegação com o embaixador de Portugal no Brasil Dr. Luís Ramos, foi um momento de grande importância, de que resultará, por certo, uma colaboração positiva, no futuro.
No que se refere às temáticas do congresso propriamente dito, há que destacar as relevantes intervenções dos palestrantes portugueses que versaram três pontos de grande atualidade e significado:
a) “ A realidade pós-covid “
b) “ Evolução das Políticas e dos Sistemas de Saúde “
c) “ A sustentabilidade das Misericórdias “
No primeiro tema deu-se relevo ao conhecimento que hoje temos da pandemia que demonstrou a premência de construir um mundo mais solidário e menos desigual, onde a cooperação e a colaboração multilateral entre os povos e os países devem transformar a politica social num ambiente de confiança e partilha de recursos.
Na segunda intervenção fomos levados a refletir sobre alguns assuntos que a todos preocupam e ou atingem. O paradigma da doença aguda que tem vindo a ser substituído pelas doenças crónicas não transmissíveis; a transição demográfica que atinge proporções muito relevantes na reconfiguração social e económica; uma estratégia do sistema de saúde com maior enfoque nas questões da Saúde Publica, Promoção da saúde e da Prevenção da Saúde, bem como a realidade da Revolução tecnológica. Estas são, sem dúvida, realidades do nosso dia a dia que necessitam de um olhar atento dos governos e das instituições e de toda a sociedade.
O terceiro tema abordou uma problemática da vida das Misericórdias, que após a situação pandémica a qual ainda não terminou, agravada pelo drama da guerra que continua, trouxe efeitos colaterais que vão sendo vividos negativamente por cada instituição, e que forçosamente exigem práticas de boa gestão. Só assim, a sustentabilidade das Misericórdias terá o sucesso que todos desejamos.

Estes temas foram apresentados e desenvolvidos pelos palestrantes Portugueses, Dr. António Tavares, Prof. Dr. Adalberto Campos Fernandes e Dr. José Rabaça, que honraram a presença da delegação Portuguesa neste Congresso Internacional das Misericórdias.

O Provedor
Paulo Gravato

Sugestões de notícias