NO CONCELHO

Câmara prolongou vigilância nas praias após fim da época balnear

Oito nadadores-salvadores mantiveram-se destacados até 23 de setembro, na Vagueira, no Labrego e no Areão

A Câmara Municipal de Vagos decidiu prolongar até 23 de setembro a vigilância nas praias da Vagueira, do Labrego e do Areão, apesar de o encerramento oficial da época balnear ter acontecido no dia 13. A decisão foi tomada devido à previsão de temperaturas elevadas e consequente afluência de banhistas aos areais vaguenses. Por isso, o município criou um plano de vigilância, com oito nadadores-salvadores que estiveram distribuídos pelas três praias do concelho.
Além das previsões de calor, o prolongamento da vigilância prendeu-se, também, com o facto de, à data da tomada da decisão, ainda não ter tido início o ano letivo do ensino secundário, o que poderia motivar a presença de mais jovens nas praias. Inicialmente, a Câmara anunciou que o dispositivo de salvamento ficaria nos areais durante a semana seguinte ao encerramento oficial da época balnear – até dia 20 –, mas, depois, devido às condições meteorológicas, com as temperaturas elevadas que estavam previstas, decidiu prolongar o prazo até 23 de setembro (quarta-feira).
“O município continuará a acompanhar a evolução das condições do mar e da segurança nas praias, em articulação com as entidades competentes”, explicou a Câmara. O concelho é, neste contexto, uma das exceções na região – à semelhança de Ovar –, mantendo um dispositivo próprio de vigilância mesmo após o fim da época balnear.
A decisão camarária de prolongamento aconteceu antes do desaparecimento, no dia 14 – logo a seguir ao término da época –, na praia da Costa Nova, em Ílhavo, onde já não havia vigilância nos areais. Naquele município vizinho, a autarquia local havia feito um balanço “extremamente positivo” da época balnear, adiantando que o dispositivo de salvamento foi acionado 61 vezes, nas praias da Barra, Costa Nova e Jardim Oudinot, sem registo de vítimas mortais. O desaparecimento de um banhista, de 36 anos, viria a acontecer logo no primeiro dia após o fim da vigilância, ainda que tenha ocorrido numa zona não concessionada.
S.F.

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