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“Doutora, vi nas redes sociais que…”. Nos dias de hoje, basta uma pesquisa rápida para encontrarmos respostas para quase todas as nossas dúvidas sobre saúde. Nunca foi tão fácil aceder à informação. Contudo, mais informação não é sinónimo de conhecimento e, muito menos, de verdade.
Nas redes sociais, uma experiência pessoal pode parecer uma evidência científica. Um estudo pode ser apresentado fora do contexto. Uma opinião pode surgir como um facto absoluto. E, muitas vezes, quanto mais surpreendente, simples ou alarmante for uma afirmação, maior é a probabilidade de captar a nossa atenção.
Como distinguir, então, informação credível de desinformação? Antes de acreditar ou partilhar, vale a pena perguntar: Quem está a dizer isto? Em que evidência se baseia? É uma experiência pessoal ou existe investigação que a sustente? Há alguma coisa a ser vendida? Será que a promessa é demasiado boa para ser verdade?
Não precisamos de desconfiar de tudo o que encontramos na internet. Precisamos, sim, de aprender a distinguir em que informação podemos confiar.
Da próxima vez que uma publicação prometer uma “cura milagrosa” ou garantir que determinado alimento ou suplemento resolve um problema de saúde, procure perceber de onde vem essa informação. Consulte fontes credíveis e, perante dúvidas, fale com um profissional de saúde. Afinal, cuidar da saúde também passa por saber escolher em que informação confiar.
Marta Baptista, médica interna na USF Senhora de Vagos
