Consultório
O colesterol é fundamental para o corpo, mas o excesso do tipo LDL (o “mau”) é perigoso: ele entope as artérias e aumenta o risco de enfarte e AVC. Quando a dieta e o exercício não são suficientes, os medicamentos tornam-se aliados essenciais.
As estatinas são dos medicamentos mais utilizados por serem seguros e eficazes na redução desse risco. Mas como é que o médico sabe que precisa delas? O médico calcula o seu risco cardiovascular somando vários fatores como:
● Idade e sexo;
● Peso;
● Tensão arterial;
● Diabetes;
● Hábitos tabágicos;
Com estes dados, o médico define um “alvo” personalizado para o seu colesterol “mau” (LDL). Quanto maior for o risco de sofrer um enfarte ou AVC nos próximos 10 anos, mais baixo deve ser esse alvo.
É natural ter receio de efeitos secundários, mas o médico avalia sempre se o benefício de evitar uma fatalidade supera o risco do fármaco. Opções “naturais”, como o arroz vermelho, não têm a mesma segurança nem provas científicas.
Lembre-se: a medicação não é uma sentença. Ela pode ser ajustada ou retirada conforme a sua evolução. O segredo é o acompanhamento médico regular.
Ana Sofia Morais, médica interna na USF Senhora de Vagos
