EFEMÉRIDE
AMBIENTE FESTIVO. Muito público assistiu à inauguração oficial, dando assim uma nota festiva ao certame que tanto carinho mereceu, por parte dos organismos ligados à lavoura da região, e ainda da Câmara que apostou seriamente na divulgação da mostra regionalista. Presentes, para além do Governador Civil Sebastião Marques, subdiretor da Direção Regional da Agricultura Beira Litoral (representava o Secretário de Estado da Agricultura, impedido de comparecer à última hora), vice-presidente do município de Vagos Mário Pinho, presidente da assembleia municipal, Ana Maria Cerveira, presidentes das câmaras municipais do distrito e muitas entidades das forças vivas do concelho.
Depois da visita ao certame, que apresentava para além de meia centena de expositores e mostras de artesanato, as entidades dirigiram-se ao salão nobre onde decorreu a sessão solene. Procurando dar as boas aos visitantes, o primeiro a usar da palavra foi o vice-presidente do município, em representava João Rocha ausente do estrangeiro. Segundo Mário Pinho, que referiu as iniciativas do atual executivo, levadas a cabo durante o mandato, a concretização da Feira vai “encher de esperança deste concelho cujas potencialidades se estendem pela agricultura, turismo, desporto e cultura, um do principal motor da riqueza deste concelho”.
PROBLEMAS DA LAVOURA. Falando o presidente da Cooperativa Agrícola de Vagos, João Simões Pandeirada, produziu rasgados elogios à primeira iniciativa válida dos agricultores do município, que constituiu “um “trabalho de coragem, uma equipa de não sendo grande foi a suficiente para levar por diante uma realização tão importante. Sobre os problemas do agricultor falou, ainda, o subdiretor regional da Beira da Beira Litoral, Ramos Moura. Para o representante do secretário de Estado da Agricultura uma Feira agropecuária é sempre uma iniciativa “que enche de esperança um concelho tão promissor como Vagos. Porém “não deixou de salientar o problema da peripneumonia vem colocar um travão nesse desenvolvimento”.
NÃO PATERNALISTA. Encerrou a sessão o Governador Civil de Aveiro, que começou por congratular-se com a iniciativa dos agricultores de Vagos. Respondendo a críticas sobre a função do governo e a eventual falta de apoios no setor da agricultura, Sebastião Marques consideraria que algumas reformas têm vindo a atrasar o desenvolvimento agropecuário que se pretende para o país. Contudo, segundo afirmou, o poder criativo do agricultor pode e deve substituir.se ao papel do estado, cuja intervenção não deve ser mais paternalista. Para o Governo Civil a vida económica do país terá de passar sem a intervenção do estado providência, cujas funções terão de ser mais amplas e menos intervencionistas. A Feira que registou durante os últimos dias grande número de visitantes, encerrou com a presença do Bispo de Aveiro, D. Manuel Almeida Trindade, Governador Civil e Presidente da Câmara e os deputados Carlos Candal (PS) e Horácio Marçal (CDS).
Eduardo Jaques
