NO CONCELHO

Autarquia cancela protocolo com a Fundação de Serralves

Documento foi assinado pelas duas entidades no final de 2023 e incluía donativo da Câmara de cem mil euros

Depois de, em dezembro de 2023, a Câmara de Vagos ter aderido ao Conselho de Fundadores da Fundação Serralves, do Porto, o atual executivo camarário decidiu agora recentemente revogar esse protocolo. A notícia foi avançada, a 19 de janeiro, pelo portal Notícias de Aveiro, adiantando que a autarquia entendeu que as expectativas “ficaram aquém”, no que ao acordo entre as duas entidades diz respeito.
No “Protocolo de Fundador”, assinado na altura por Silvério Regalado, o Município de Vagos passava a ter acesso a um conjunto de regalias, entre as quais a Câmara destacou, na altura, “a organização anual de uma exposição de arte contemporânea que integrará obras da Coleção da Fundação Serralves e entradas gratuitas para crianças até aos 12 anos e descontos nas entradas de jovens, entre outras”.
Além disso, o nome do município ficava inscrito como fundador da Fundação e passava a estar garantida a organização de visitas guiadas ao Museu e ao Parque de Serralves, assim como a “colaboração com as escolas em programas pedagógicos que visem a formação de jovens nas áreas da cultura e do ambiente, bem como a participação especial em eventos organizados pela Fundação, como o ‘Serralves em Festa’ e a ‘Festa de Outono’”.
Pelo referido, à Câmara cabia a entrega de um donativo total de cem mil euros à Fundação Serralves, entregue em quatro tranches anuais (2023, 2024, 2025 e 2026), de 25 mil cada.
De acordo com o Notícias de Aveiro, a Câmara, agora liderada por Rui Cruz, procedeu a uma “avaliação do impacto da operacionalização desse protocolo na vida das instituições e dos cidadãos, decorridos que foram dois anos”. E, segundo a atual presidência, citada pelo mesmo portal noticioso, “as expectativas que foram criadas em torno da adesão da Câmara ao estatuto de Fundador da Fundação de Serralves ficaram aquém do esperado”. A autarquia afiançou, contudo, não querer “beliscar sequer o nobre e importantíssimo trabalho desenvolvido pela Fundação”. Ao que tudo indica, atá agora, a Câmara ainda só teria feito o pagamento de uma das tranches acordadas.
Rui Cruz, presidente da autarquia, adiantou que “não houve cumprimento de um conjunto de cláusulas que estavam previstas no protocolo, tendo sido responsabilidade de ambas as partes”. A revogação acabou por ser aprovada com maioria, com os votos contra dos dois vereadores do CDS.
S.F.

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