Iniciativa “Reciclar para o ambiente preservar” volta às escolas do concelho. Até ao ano passado, já tinham sido entregues 1400 kits
Arrancou mais uma fase do projeto de educação ambiental “Reciclar para o ambiente preservar”, promovido pela Câmara de Vagos. Desta vez, vão ser entregues mais 200 mini-ecopontos às crianças das escolas EB1 do concelho, num investimento de 7380 euros. O início da nova fase aconteceu no dia 12 de maio, na EB 1 do Lombomeão, mas, no total, até ao ano passado, 1400 famílias vaguenses já tinham recebido os kits ambientais, como incentivo para melhores práticas de separação de resíduos.
“O nome deste projeto é um apelo direto à ação. Acreditamos que a sensibilização ambiental é mais eficaz quando entra em casa pela mão dos nossos filhos. A entrega destes equipamentos na EB1 do Lombomeão simboliza o nosso compromisso em educar hoje para preservar o amanhã”, deixou claro Isabel Capela, vereadora da Câmara Municipal, na cerimónia que marcou o arranque da nova fase da iniciativa.
À semelhança do que tem acontecido nos últimos anos, o projeto centra-se na comunidade mais jovem. As escolas são, assim, o ponto de partida para que haja, depois, mudanças de hábitos no contexto familiar. Por isso, cada aluno do ensino básico recebe um kit, que é composto por um mini-ecoponto e por um íman com as regras de separação dos resíduos urbanos. O objetivo, frisa a autarquia, é dar ferramentas pedagógicas para transformar “as crianças em verdadeiros agentes de sensibilização, junto dos seus agregados familiares”.
Segundo a Câmara, desde o início do projeto até ao ano passado, já tinham sido entregues mais de 1400 kits. Agora, com mais 200, o município diz que pretende “continuar a aumentar as taxas de reciclagem e, sobretudo, promover uma consciência ecológica duradoura”. No total, o município já investiu 59 mil euros no “Reciclar para o ambiente preservar”.
Na sessão de arranque, no Lombomeão, estiveram ainda presentes Nelson Seves, representante da Junta de Freguesia de Vagos, Hugo Martinho, diretor do Agrupamento de Escolas de Vagos, Neuza Monteiro, representante da ERSUC, e Filipe Carrilho, representante da Ecoambiente.
Vagos + Composto
Também no campo da gestão de resíduos, a Câmara mantém-se a promover o projeto “Vagos+Composto”, destinado aos biorresíduos. A iniciativa destina-se à separação seletiva e à valorização de resíduos orgânicos.
Nesse sentido, para os munícipes que não realizam compostagem doméstica ou comunitária, o município disponibiliza uma rede com 30 contentores de proximidade, distribuídos por vários pontos do território. O acesso aos equipamentos é condicionado – mediante a apresentação de um cartão de acesso –, de forma a que apenas biorresíduos corretamente separados sejam depositados, evitando a contaminação. Para participar no Vagos+ Composto e ter acesso aos contentores, é necessária a inscrição prévia no projeto, através de um formulário online disponibilizado no site da Câmara.
Ao mesmo tempo, a iniciativa ainda contempla soluções de compostagem doméstica e comunitária, para os munícipes que tenham espaço próprio para um contentor, permitindo transformar os resíduos em fertilizantes naturais, para jardins e hortas. Os estabelecimentos de comércio, hotelaria, restauração, cantinas, frutarias e instituições sociais também podem integrar o Vagos+Composto, através do serviço de recolha porta-a-porta. Segundo a Câmara, já existem 42 estabelecimentos aderentes, identificados através do selo “Estabelecimento Aderente – Vagos + Composto”. O serviço é gratuito.
S.F.
