EFEMÉRIDE
SEMPRE A MUDAR DE LOCAL. A arrastar-se desde agosto de 1981, o processo de construção de um moderno e funcional Centro de Saúde, de acordo com as “normas para programação” em vigor, a implantar em terrenos cedidos pela misericórdia local. Acabou por subir à Assembleia Municipal que emitiu parecer favorável. A posição do Conselho Consultivo de Saúde, cujo presidente dr. Ferreira de Carvalho, na reunião do órgão autárquico havia denunciado as manobras tendentes a fazer fracassar uma das mais prementes necessidades para o concelho, dando-lhe em troca a que chamou de “presente envenenado”, uma extensão da Saúde com apenas 170 metros quadrados de superfície.
Vagos com o risco de ver construída em breve uma Unidade de Saúde, depois do assunto ter sido discutido em reunião da Assembleia Municipal, onde foi realçada a necessidade da construção de um denominado “programa a prazo”, com espaço para serviços de atendimento permanente. Em causa a deslocação a Lisboa do presidente da Administração Regional/Aveiro; e do diretor do Centro de Saúde de Vagos que tomou forma a solução preconizada pelo município, ou seja, a construção com programa similar ou de um posto de saúde de 9 a 12 mil habitantes. Em Lisboa foram recebidos pelo Prof. Eng. Eduardo Caetano diretor do Gabinete de Instalações e Equipamentos de Saúde (GIES), tomaram conhecimento daquela decisão pesem embora os muitos argumentos (válidos) em contrário.
Em março a direção geral soa cuidados de Saúde primários, recebeu o Governo Civil de Aveiro um ofício com a informação de que face a dificuldades económicas apenas se encontram previstas obras este ano, em 7 centros de Saúde com Vagos a ser finalmente comtemplado. Ao que foi apurado a deslocação a Lisboa ao gabinete de Eduardo Caetano teria sido para mostrar a realidade de Vagos e mostrar o que até parece que não é difícil, como o projeto do Centro de Saúde de Vagos está incorretamente dimensionado.
Tal posição, segundo o ofício dirigido ao governador civil de Aveiro terá sido aceite pelos responsáveis da Saúde vaguense, de quem o diretor do GIES diz ter ficado “com a impressão de terem compreendido a situação”. Refira-se que a Santa Casa da Misericórdia detentora do terreno onde vai ser construída a nova unidade de Saúde, deverá reunir em breve a Assembleia Geral para discutir as condições de cedência. Recorde-se que anteriormente, e face à teimosia da Camara Municipal de Vagos, tal instituição havia deliberado só aceitar fazer entrega de terreno, desde que fossem cumpridas as pretensões das autoridades de Saúde de Vagos,
Eduardo Jaques
