NO CONCELHO

Associação Extragenária já iniciou visitas domiciliárias

Ao longo de três anos, a instituição quer combater a solidão de cem idosos do concelho de Vagos

A Associação Extragenária, sediada na antiga Escola Primária da Ponte de Vagos, já está a implementar no terreno o seu mais recente projeto, intitulado ProExtra. Financiada pelo Portugal Inovação Social e com investimento da Mistolin Pro, a iniciativa tem como objetivo combater a solidão de cem idosos do concelho, ao longo de três anos. E as visitas domiciliárias aos primeiros casos identificados já começaram, com vista a que aqueles seniores passem, também eles, a frequentar as iniciativas diárias que decorrem na sede da associação, onde se promove o convívio e se adquirem novas competências.
Santo André, Ouca e Gafanha da Boa Hora são freguesias onde moram alguns dos idosos que já foram visitados pela Extragenária, que se deslocou às suas casas juntamente com uma equipa da GNR. E é, precisamente, com o auxílio dos militares, assim como das juntas de freguesia e da Câmara, que os casos de isolamento estão a ser identificados pela associação. “Se conhece alguém que more sozinho, diga-nos. Nós continuamos por aqui”, apela a Extragenária, presidida por Ângelo Valente. Até porque, como frisou um dos primeiros idosos visitados, Rogério, “a solidão é uma doença que mata mesmo”.
Também no âmbito do projeto ProExtra, são várias as iniciativas que acontecem na sede da associação. Exemplo disso foi a visualização do documentário “Envelhecer: velhice amanhã”, que teve como objetivo “promover a reflexão coletiva sobre o envelhecimento, destacando a importância das relações sociais, dos pontos de encontro intergeracionais e da construção de um propósito ao longo da vida, mesmo após a reforma”. Outro dos momentos recentes foi uma sessão de terapia de som, conduzida pela voluntária Patrícia Gonçalves.
Para tornar o ExtraSolidão possível, a Extragenária contou um apoio do Portugal Inovação Social, no valor de 138 885 euros. A esse montante junta-se, também, o contributo da Mistolin Pro, empresa do Grupo MSTN, que investe no projeto 34 721 euros. A Junta de Freguesia da Ponte de Vagos também se alia como investidor social, mediante uma comparticipação de 500 euros.
S.F.

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