As eleições presidenciais, no concelho, não espelharam aquilo que foram os resultados alcançados a nível nacional. Decisão final só na segunda volta
O candidato mais votado, na primeira volta das eleições presidenciais do passado dia 18 de janeiro, no concelho de Vagos, foi André Ventura. O presidente do Chega venceu em quase todas as onze freguesias, com exceção para a de Vagos – onde ficou em segundo (22,69% dos votos), com António José Seguro a liderar (23,28%). Mas, no total do concelho, Seguro, o candidato apoiado pelo Partido Socialista, que venceu a primeira volta a nível nacional, ficou em quarto lugar.
Um total de 12 850 vaguenses compareceram nas urnas para eleger o presidente da República que sucederá a Marcelo Rebelo de Sousa. E a escolha de 31,11 % (3919 votos) dos votantes recaiu sobre André Ventura. Em segundo lugar, com 19,24% das escolhas (2424 votos), ficou Luís Marques Mendes, o candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS-PP. João Cotrim de Figueiredo, deputado europeu pela Iniciativa Liberal, arrecadou o terceiro lugar, com 17,54% (2210 votos). E António José Seguro, que, a nível nacional, venceu ao ser a escolha de 31,11% do eleitorado, ficou em quarto lugar. O ex-líder socialista só foi votado por 16,57% dos vaguenses, representando 2088 votos.
No distrito de Aveiro, os resultados já se assemelharam mais ao panorama nacional, com Seguro a ter ficado em primeiro (com 28,60%), Ventura em segundo (22,88%) e Cotrim de Figueiredo em terceiro (16,37%).
O certo é que, 40 anos depois, vai existir uma segunda volta para eleger o presidente da República, um cenário que só tinha acontecido uma vez, num confronto que opôs Mário Soares e Freitas do Amaral. Desta vez, o frente-a-frente, agendado para 8 de fevereiro, será entre António José Seguro e André Ventura.
S.F.
