Galgamentos costeiros nos dias de mau tempo soterraram estruturas que serão recuperadas até ao verão
A maior parte dos danos que o mau tempo causou, este inverno, nas praias do concelho de Vagos, vai ser reparada até ao início da época balnear. Num relatório técnico recentemente divulgado, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) assumiu como prioritários quase todos estragos registados nos passadiços da Vagueira e do Areão. A reparação do cais flutuante da Vagueira e a reposição do esporão e da defesa aderente, por seu turno, ficam para mais tarde.
De acordo com o relatório técnico da APA, consultado pelo Eco de Vagos, os “galgamentos costeiros” danificaram “áreas construídas de fruição e uso público”. Na lista de ações prioritárias para o litoral, a implementar até ao início da época balnear deste ano, a APA refere a “empreitada de reposição dos passadiços que ficaram soterrados na praia do Areão”, a “empreitada de reposição dos passadiços que ficaram soterrados” entre o Norte e o centro da praia da Vagueira e, também, a “reposição dos passadiços que ficaram soterrados entre a praia da Vagueira e a praia do Labrego”. Além disso, a lista inclui a “reparação e reposição do muro de sustentação do cais da Vagueira”.
Para mais tarde, a executar até dezembro de 2027, encontra-se a “reposição do esporão e da defesa aderente no município de Vagos”, que foi considerada uma prioridade de “curto-prazo”. Para resolver a “médio-prazo” – ou seja, a partir de janeiro de 2028 – ficou a “reparação do cais flutuante no cais da Vagueira”.
O relatório da APA lista as ocorrências causadas pelas tempestades na faixa costeira de Portugal. E refere que, na área de intervenção da Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Centro, os episódios mais recorrentes se prenderam com um “forte recuo do cordão dunar, a sotamar dos esporões e defesas aderentes”, com “danos estruturais consideráveis parciais/destruição de inúmeros passadiços de acesso à praia e danos numa série de equipamentos e apoios de praia”. “Os concelhos de Ovar, Ílhavo, Figueira da Foz e Leiria foram os mais afetados”, pode ler-se no documento.
De referir, contudo, que no concelho vizinho de Ílhavo não existe nenhuma ação de reparação prevista pela APA para este ano. Na lista das prioridades, as intervenções nesse município foram classificadas como indo acontecer a “curto-prazo” – até dezembro de 2027 –, sendo elas a “alimentação artificial a sul do esporão da Barra” e a “reabilitação da defesa aderente DA9” (a sul do esporão sul da Costa Nova).
No total, de acordo com o relatório técnico, a APA prepara-se para investir cerca de 111 milhões de euros na faixa costeira. Só o primeiro lote de intervenções, que deverão estar concluídas até junho, vai custar 15 milhões de euros.
S.F.
