OPINIÃO

As Malas de Cartão de Linda de Suza

Cantinho de João Ferreira
Neste mês vou explicar que em Vagos também houve bons
artistas (e ainda os há): para não falar novamente d’”A Caça” do
falecido Manoel de Oliveira, debruço-me sobre a “Mala de Cartão” que
conta a história de vida de Linda de Suza. Ao que sei, a cantora
fadista vingou tanto no seu tempo, que lhe foi concedido o nome de uma
rua em Paris. Nesses tempos, Linda de Suza cantou onde Amália
Rodrigues já tinha cantado, fazendo ambas grande sucesso, cada uma na
sua vez.
Um dos maiores símbolos da diáspora portuguesa, Linda de Suza vendeu
milhões de discos e a canção “Dans ma valise de Carton” serviu de
rampa para o sucesso. Linda de Suza também escreveu livros: em 1984 –
“A Mala de Cartão”, e no mesmo ano a sua tradução para língua
francesa: “La Valise en Carton”, também assim reconhecida na televisão
francesa, com uma minissérie de quatro episódios, onde de boa memória
lembro o personagem Chico, interpretado pelo Vaguense Paulo Sérgio Gravato. E
assim repito: em Vagos também houve bons artistas (e ainda os há).
Feita a homenagem a este já falecido ícone da emigração portuguesa,
passo agora aos dias de hoje:
A primeira série que vi em Soza foi filmada nos arredores de Cascais e
eu já casado. Tendo estado também em França com a minha primeira nora
e filho, vi também dois episódios da versão estrangeira.
O jovem vaguense Paulo Sérgio Gravato, que hoje é barbeiro no Lombomeão,
brilhou como irmão da personagem protagonista. Foi escolhido, pelo que sei,
devido ao facto de saber as duas línguas.
Hoje, faço menção de que escrevo há mais oito anos para este periódico
sem falhar um número. Já escrevi efemérides como a dos mês passado, já
fiz crítica cerrada a certos assuntos que melhor convém nem lembrar, e
tudo levando a luta da vida que é mais pesada hoje do que era ontem.
Sendo que adorno o texto com uma foto da Linda de Suza tirada em 2017,
termino com votos de ávidas leituras.

João dos Santos Ferreira

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