ECO DA SANTA CASA

20 de fevereiro- Dia do Acolhimento

Desde 2022, por iniciativa da PAJE, passou a celebrar-se, na terceira sexta-feira do mês de fevereiro, o Dia do Acolhimento (institucional), em Portugal. Esta celebração já acontece noutros países. Em 2026, assinalou-se no dia 20 de fevereiro.
O Dia Internacional do Acolhimento Familiar já era comemorado anualmente a 31 de maio, valorizando e reconhecendo a importante função das famílias que acolhem crianças e jovens que, por alguma razão, temporariamente, não podem estar com as suas famílias biológicas. No entanto, em Portugal, só agora começam a surgir famílias de acolhimento comprometidas em oferecer um lar seguro a crianças e jovens em situação de risco ou vulnerabilidade.
Para dar resposta às situações de crianças e jovens em risco, sem retaguarda familiar, o Estado Português apostou até aqui sobretudo no acolhimento institucional. Por isso, existem cerca de 6.000 crianças e jovens acolhidos em instituições, ao abrigo de medidas de promoção e proteção aplicadas por um Tribunal de Família e Menores ou por uma Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ). Acreditamos que, nos próximos anos, estes números poderão diminuir e aproximar-se dos padrões europeus. Até lá, faz todo o sentido que as Casas de Acolhimento de todo o país assinalem a data, celebrando o Dia do Acolhimento promovido pela PAJE.
A PAJE é uma associação, com sede em Coimbra e de âmbito nacional, que realiza um trabalho notável no apoio a jovens (ex-)acolhidos, dando suporte a dezenas de jovens adultos com historial de acolhimento. Ajuda-os na integração na sociedade, facilitando processos, apoiando na procura de soluções, formação ou trabalho, e garantindo transições mais favoráveis para uma vida autónoma quando, aos 18 anos, muitas vezes movidos pela ânsia de independência, se precipitam para experiências para as quais não estavam preparados.
Celebrar o Dia do Acolhimento na nossa CAR foi uma forma de as jovens tomarem consciência e trazerem à discussão os desafios que foram, e ainda são, os seus percursos de acolhimento, ajudando-as a projetar a sua saída de forma menos ansiosa.
No dia 20, quando acordaram para dar início a mais um dia de escola, foram surpreendidas de uma forma que consideramos simbólica da nossa casa enquanto espaço que acolhe e mima. Receberam um pijama quentinho para as noites frias e puderam aconchegar o estômago com um pequeno-almoço digno de hotel — não faltaram os sumos de fruta, os croissants, os ovos mexidos, os bolos e a fruta.
Dificilmente alguma jovem deseja o acolhimento, mas este, quando acontece, pode tornar-se positivo e impactante pelas boas memórias e experiências vividas ao longo do processo. Mesmo com a mudança de paradigma em curso, continuamos a acreditar que somos capazes de semear para o futuro!

Casa de Acolhimento Residencial

Sugestões de notícias